Category: O Pão do Domingo

Festa do Corpus Domini (A)

Festa do Corpus Domini (A)

Nós sabemos que o pão pode ficar duro no saco. O pão fica duro no saco. Se o pão não é colocado sobre a mesa e não é servido, ele endurece e perde-se. E nós podemos perder a nossa vida. Podemos perder a nossa vida. Quem quer ganhar a vida, tem que perdê-la, tem que se dar, tem que se entregar.

Festa da Santíssima Trindade (A)

Festa da Santíssima Trindade (A)

É o domingo em que confessamos a Triunidade de Deus. Em verdade, a Triunidade de Deus é confessada pela Igreja sempre, em cada liturgia, mas, recentemente, sentiu-se a necessidade de instituir uma festa teológico-dogmática, que não é conhecida nem pela antiguidade cristã, nem, ainda, pela tradição cristã oriental.

Domingo de Pentecostes (A)

Domingo de Pentecostes (A)

Conta-se que Deus, à maneira de um escultor, construiu um ser de barro e olhou para ele. Era um ser que tinha uma perfeição material mas que lhe faltava vida. Então, Deus insuflou as narinas daquele ser para que ele pudesse se tornar, não apenas matéria, mas vida, um ser vivente sobre este mundo, com tudo o que isso significa.

Ascensão do Senhor (A)

Ascensão do Senhor (A)

A Galileia como terra por excelência de evangelização e de missão: aqui os discípulos são novamente chamados, quase como que para recomeçar aquele seguimento que se concluiu com o abandono de Jesus.

6° Domingo de Páscoa (A)

6° Domingo de Páscoa (A)

Às vezes achamos que somos nós que fazemos, não, é o Espírito Santo que está em nós, é o Espírito Santo que atua através de nós, é o Espírito Santo que nos empurra, é o Espírito Santo que nos move, Ele é a força motriz da vida da Igreja e da vida de cada cristão.

5° Domingo de Páscoa (A)

5° Domingo de Páscoa (A)

Após os três domingos que nos mostraram em grandes traços retratos do Ressuscitado (2º, 3º e 4º), temos agora três domingos para as despedidas (5º, 6º e Ascenção), referindo-se todos à hora em que Jesus deixou este mundo e foi para o seu Pai. Cristo dá então aos seus discípulos as suas últimas recomendações.

4° Domingo de Páscoa (A)

4° Domingo de Páscoa (A)

No tempo de Jesus, os pastores estavam presentes por toda a parte na Palestina e eram encontrados nos campos e nas cidades, nas planícies e nas montanhas. A figura do pastor era conhecida, e se conheciam os lugares nos quais, de dia ou de noite, ele estava com as ovelhas, que forneciam leite, carne e queijo.

3° Domingo de Páscoa (A)

3° Domingo de Páscoa (A)

O Evangelho de Lucas apresenta-nos três lugares que são, ao mesmo tempo, três lugares existenciais e teológicos, são lugares da nossa vida: apresenta-nos o caminho, apresenta-nos a Palavra e apresenta-nos a mesa. O caminho, a Palavra, e a mesa.

2° Domingo de Páscoa (A)

2° Domingo de Páscoa (A)

Hoje, neste relato do Evangelho de S. João, Jesus faz um gesto de criação, de recriação em relação aos Seus discípulos: Jesus sopra sobre eles. A ouvirmos este relato nós lembramo-nos da criação do Adão e da Eva, quando Deus soprou pelas narinas do primeiro adâmico terreno para que ele ganhasse o espírito

5° Domingo da Quaresma (A)

5° Domingo da Quaresma (A)

Neste tempo da Quaresma, nós estamos já no quinto domingo da Quaresma, entramos na última semana. E a última pode ser a primeira. Não é mal nenhum, a última pode ser a primeira, podemos começar agora, o importante é que experimentemos este viver segundo o Espírito

4° Domingo da Quaresma (A)

4° Domingo da Quaresma (A)

Estes domingos, estes três domingos do meio da Quaresma, nós lemos o Evangelho de São João. Evangelhos desde a antiguidade cristã, destinados a explicar aos catecúmenos e a lembrar aos batizados, o significado do seu batismo.

3° Domingo da Quaresma (A)

3° Domingo da Quaresma (A)

Todos os personagens têm sede, o povo no deserto tem sede, Jesus tem sede, a samaritana tem sede, todos têm sede. Quer dizer, é a história da nossa vida, todos somos sedentos, todos temos sede, necessidades, estamos a caminho, estamos na luta pela sobrevivência.

2° Domingo da Quaresma (A)

2° Domingo da Quaresma (A)

Escutar não é apenas ouvir com os ouvidos é ouvir com o coração. É amarrar-se àquela Palavra como Ulisses se amarrou a um mastro para não ouvir os cantos das sereias. É viver ligado àquela Palavra, é fazer a sua vida depender deste ato de escuta fundamental que nos forma e nos arquitetura, é isto o caminho da fé.

1° Domingo da Quaresma (A)

1° Domingo da Quaresma (A)

Nós empobrecemos tudo, não temos flores, o padre veste-se de roxo, não cantamos o “Aleluia”, não cantamos o “Glória”, quer dizer, adotamos um tom penitencial. Mas não pode ser só o rito, tem de ser dentro de nós que esse despojamento também aconteça.

6° Domingo do Tempo Comum (A)

6° Domingo do Tempo Comum (A)

Aquilo que Jesus diz é: “Eu não vim eliminar a Lei, eu não vim ab-rogá-la. Eu vim exigir que ela fosse plenamente cumprida.” E ela só é cumprida quando tocar, não apenas a pele, mas quando tocar o espírito, quando nos mover por dentro, quando não nos bastar cumprir apenas a forma mas sentirmos a necessidade de mergulhar no fundo.

5° Domingo do Tempo Comum (A)

5° Domingo do Tempo Comum (A)

APalavra de Deus deve traduzir-se em compromisso para sermos também nós sal da terra e luz do mundo. E a única maneira de sê-lo verdadeiramente não é, em primeiro lugar, indo à igreja no domingo, mas estando na rua, todos os dias…

Festa da Apresentação do Senhor

Festa da Apresentação do Senhor

O Menino Jesus é levado ao templo, perante Deus, porque não é simplesmente o filho de José e Maria: «Os filhos não são nossos» (Kalil Gibran), pertencem a Deus, ao mundo, ao futuro, à sua vocação e aos seus sonhos, são a frescura de uma profecia “biológica”. A nós cabe proteger, como Simeão e Ana, pelo menos o espanto.

2° Domingo do Tempo Comum (A)

2° Domingo do Tempo Comum (A)

Diante da leitura do relato de São João, de hoje, devemos reconhecer que a presença de Jesus Cristo hoje, não pode ser estática e congelada numa hóstia exposta para adoração; sua presença é bem ativa e atuante através dos cristãos que o encontraram e que se tornam sacramento, isto é, sinais da sua presença no mundo.

Batismo do Senhor (A)

Batismo do Senhor (A)

Nós celebramos no Batismo de Jesus a Sua investidura. Isto é, a tomada de consciência de Jesus da Sua própria missão. Naquelas palavras que se escutam do céu, “Tu és o Meu Filho muito amado, em Ti coloco o Meu amor”, Jesus descobre o caminho, o sentido e o horizonte dos Seus próprios passos.

Epifania do Senhor

Epifania do Senhor

Das leituras desta Eucaristia, recolhemos três expressões que podem ajudar-nos a entender melhor o que significa ser adorador do Senhor; ei-las: «levantar os olhos», «pôr-se a caminho» e «ver». Estas três expressão ajudar-nos-ão a entender o que significa ser adoradores do Senhor.

Segundo Domingo do Natal

Segundo Domingo do Natal

Estes dias de Natal são dias para contemplarmos. Contemplarmos a cena do presépio mas contemplarmos os presépios vivos. Uma rua da nossa cidade é um presépio vivo, as nossas casas, a nossa família é um presépio vivo. As pessoas que passam, conhecidos e desconhecidos, é um presépio vivo.

Festa da Sagrada Família (A)

Festa da Sagrada Família (A)

No caminho para as fronteiras de hoje, morrem muitos inocentes, pela ganância de “faraós e herodes” modernos. Podemos ficar indiferentes diante do drama da humanidade que é a imigração, os refugiados? Acredito que, como cristãos, o mal da indiferença poderá ser o maior entre os males da humanidade.

4° Domingo do Advento (A)

4° Domingo do Advento (A)

As personagens que os textos bíblicos nos oferecem neste tempo do Advento são personagens cheias de densidade. São personagens de uma fragilidade, de um enigma, de um mistério. E também por isso são um espelho muito fiel das nossas vidas, das nossas contradições, dos nossos receios, das nossas dúvidas.

3° Domingo do Advento (A)

3° Domingo do Advento (A)

O Natal é um berço, o Natal é uma manjedoura, o Natal é a possibilidade da mulher e do homem que somos nascer verdadeiramente. E nascer porque Deus vem, Ele é o erchómenos, nascer porque Ele nos levanta. Nascer porque Ele nos faz ser, nos faz ser, nos faz ser!

Imaculada Conceição da Virgem Santa Maria

Imaculada Conceição da Virgem Santa Maria

Há uns anos atrás em Roma num presépio monumental, na Praça de Espanha, muito bonito, na Véspera de Natal desapareceu o menino Jesus. Depois veio-se a descobrir que tinham sido dois sem-abrigo que tiraram o menino Jesus do presépio para o levarem para o seu próprio presépio. Esta compreensão é a melhor proclamação do que é o Natal.